Monges de Cister

São oriundos de França, da Região da Borgonha, resultado de uma reforma da Ordem de S. Bento, iniciada por S. Roberto, Abade de Molesmes, que no ermo de Cister, perto de Dijon, se lança numa aventura espiritual de contestação à pompa exterior da vivência da Abadia de Cluny.

 A Cister afluiu gente de todas as classes sociais, atraída pelo ideal de uma disciplina monástica vivida em ascese despojada. A afirmação da Ordem, e a sua projecção no espaço europeu, só viriam a verificar-se através do carisma de Bernardo de Fontaines que, aos 22 anos, ingressou, com mais 30 companheiros, no noviciado de Cister.

Três anos depois, S. Bernardo funda Claraval (1115) e tal é o seu dinamismo que, no ano da sua morte (1153), a Ordem de Cister contava, já, com 343 abadias.
A Portugal, os “monges brancos” terão chegado por volta de 1138. A sua instalação insere-se na grande epopeia das Cruzadas do Ocidente e está directamente relacionada  com o casamento do Conde D. Henrique, da Casa de Borgonha e primo de S. Bernardo, com D. Teresa, filha do Rei de Leão, senhores do Condado Portucalense.
A sua fixação em S. João de Tarouca (1140? 1144?) dá origem ao primeiro estabelecimento da ordem cisterciense em território nacional, sendo a sua abadia afiliada directa de Claraval. Depois, em 1145, aparece o mosteiro de Sever do Vouga e, em 1153,  o de Alcobaça.

Razões de ordem política, económica e estratégica concorrem para a escolha das Terras de Tarouca. O Rei D. Afonso Henriques, assim como Egas Moniz, o Aio, grande terratenente da comarca taraucense, contribuem com avultadas somas e cedência de terras, para a edificação do Mosteiro.
Alguns anos depois (1155?) a segunda mulher de Egas Moniz, Teresa Afonso,  impulsiona a reforma de uma outra comunidade monástica, a curta distância de S. João, a Abadia de Santa Maria de Salzedas, que é aceite como membro de pleno direito da Ordem de Cister, em 29 de Maio de 1156.

No Vale do Douro, mais duas Abadias Cistercienses se estabeleceram no decurso do séc. XII: S. Pedro das Águias (Tabuaço) e Santa Maria de Aguiar (Figueira de Castelo Rodrigo). A primeira, afiliada de S. João de Tarouca, passa de beneditina a cisterciense, provàvelmente, em 1170; a segunda, situada em Terras de Ribacôa, terra de fronteira entre Portugueses e Leoneses, aparece documentalmente reformada por volta de 1165, afiliada da Abadia de Moreruela (ou Valparaíso?), no Reino de Leão.

De Cister,  emanaram duas ordens militares: a de Avis e a de Cristo.
O Rei D. João I, que foi Mestre de Avis, iniciou a dinastia mais empolgante da história de Portugal e, quiçá, da Europa: a dos Descobrimentos.
A Ordem de Cristo, pela mão do Infante D. Henrique, o Navegador, contribuiu com vultuosas verbas, para a mesma causa.

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